sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Gatilho do Amor ...

O gatilho do amor …


O amor, o que é ele afinal? Platão, Camões, Pessoa, Eugénio de Andrade, Tu, Eu, tanta gente já se serviu dele e construiu metáforas feitas de olhar ausente, qual cabeça deitada na almofada, alma desassossegada, inquieta, a tentar definir aquela explicação para o inexplicável.
Desde o primeiro momento sabemos já o que queremos, e queremos definitivamente o bilhete do amor, a todo o custo, doa a quem doer! Queremos porque achamos que temos esse direito, o direito de premir o gatilho, como na roleta russa! Apontar, disparar e esperar para ouvir, num estremecimento nervoso, o clique subtil da cápsula vazia da sorte!
Amar é desencadear no íntimo de cada um o elo do beijo no olhar que nos liga a algo, que é intrínseco, pessoal, íntimo. Profundo sentimento de compromisso connosco próprios. O amor não é um sentimento recíproco, é tudo menos isso! Pode amar-se sem se ser correspondido, e amar-se uma vida inteira. Viva o altruísmo!
O amor é um espelho de nos próprios, reflectido na prole, na perpetuação dos genes. Não seremos nós seus escravos, escravos de uma inteligência refinada escrita num código de aminoácidos na proteína, que está no universo desde que ele lhe chamam cosmos.
Amor é tudo menos a ideia romântica que fazem dele, amor é algo que nos eleva e tomar consciência dele é tomar consciência do todo… hoje o amor é assim!

Um comentário:

cereja de marte disse...

o amor é sem dúvida o espelho de nós próprios... então?!